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Decidindo se queremos compartilhar

Decidir se queremos contar a alguém sobre o que aconteceu pode despertar sentimentos mistos. Podemos querer falar, mas nos sentir inseguras(os), ou talvez saibamos que ainda não estamos prontas(os) e precisamos de mais tempo. Não existe um ritmo ou caminho certo — apenas o que parecer adequado para nós. Esta seção explora como podemos nos conectar com nossos sentimentos e necessidades antes de decidir se queremos compartilhar a nossa experiência.

Decidindo se queremos compartilhar

Decidir se queremos contar a alguém sobre o que aconteceu pode despertar sentimentos mistos. Podemos querer falar, mas nos sentir inseguras(os), ou talvez saibamos que ainda não estamos prontas(os) e precisamos de mais tempo. Não existe um ritmo ou caminho certo — apenas o que parecer adequado para nós. Esta seção explora como podemos nos conectar com nossos sentimentos e necessidades antes de decidir se queremos compartilhar a nossa experiência.

Está tudo bem não contar a ninguém.

Não devemos nossa história de abuso ou agressão a ninguém. É totalmente válido escolher não contar para ninguém — ou decidir não compartilhar com uma pessoa específica. Há muitas razões para fazermos essa escolha. O mais importante é priorizar nossa própria jornada de recuperação de um jeito que faça sentido para nós.

Está tudo bem contar

Uma amizade de confiança, uma pessoa da família, terapeuta ou uma figura de autoridade — somos nós que escolhemos com quem queremos compartilhar. Contar a alguém pode ser uma forma de libertação, pode nos dar um espaço seguro para chorar, nos ajudar a nos sentirmos em menor isolamento, ou ser um passo para retomarmos o controle da nossa história. O mais importante é pensar no que nos traz conforto e no que pode nos ajudar a avançar no nosso processo de recuperação.

Escrever em um diário ou nas notas do celular (journaling) pode ser uma ferramenta poderosa para refletir sobre por que queremos compartilhar, com quem, e quais são nossas esperanças ou medos. Também pode nos ajudar a organizar os pensamentos, processar emoções e ganhar clareza. Tudo que você precisa é de papel e caneta, ou celular, notebook ou tablet.

Registro pessoal

Tudo o que você precisa para começar é de papel e caneta, ou de um celular, notebook ou tablet.

  • Escreva livremente. Não se preocupe com estrutura ou detalhes; apenas deixe os pensamentos fluírem. Isso pode ajudar a liberar emoções ou perguntas que nem percebíamos.
  • Use perguntas-guia. Se não souber por onde começar, tente perguntas como:
  • Como meu corpo se sente ao refletir sobre o que aconteceu?
  • Quais partes da minha história estão claras e quais ainda parecem confusas?
  • O que significa a recuperação e cura para mim neste momento?
  • Com quem eu gostaria de compartilhar e que tipo de apoio espero dessa pessoa?
  • Quais são meus maiores medos sobre contar, e como posso lidar com eles?

Releia o que escreveu. Com o tempo, revisitar nossos escritos pode nos ajudar a entender melhor nossos sentimentos e decidir se — e como — queremos compartilhar.

VER ATIVIDADE
OCULTAR ATIVIDADE

Lembre-se…

Não existe uma escolha certa ou errada sobre compartilhar a sua história. O mais importante é o que parecer seguro e adequado para você, neste momento.

Principais aprendizados

  • Está tudo bem escolher não contar a ninguém—ou esperar até se sentir preparada(o).

  • Compartilhar pode ser parte do processo de recuperação, mas não é uma obrigação.

  • Você pode mudar de ideia a qualquer momento; as decisões sobre a sua história pertencem a você.

  • Confie na sua intuição—o seu conforto e a sua segurança vêm em primeiro lugar.

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