
Decidir se queremos contar a alguém sobre o que aconteceu pode despertar sentimentos mistos. Podemos querer falar, mas nos sentir inseguras(os), ou talvez saibamos que ainda não estamos prontas(os) e precisamos de mais tempo. Não existe um ritmo ou caminho certo — apenas o que parecer adequado para nós. Esta seção explora como podemos nos conectar com nossos sentimentos e necessidades antes de decidir se queremos compartilhar a nossa experiência.
Decidir se queremos contar a alguém sobre o que aconteceu pode despertar sentimentos mistos. Podemos querer falar, mas nos sentir inseguras(os), ou talvez saibamos que ainda não estamos prontas(os) e precisamos de mais tempo. Não existe um ritmo ou caminho certo — apenas o que parecer adequado para nós. Esta seção explora como podemos nos conectar com nossos sentimentos e necessidades antes de decidir se queremos compartilhar a nossa experiência.

Não devemos nossa história de abuso ou agressão a ninguém. É totalmente válido escolher não contar para ninguém — ou decidir não compartilhar com uma pessoa específica. Há muitas razões para fazermos essa escolha. O mais importante é priorizar nossa própria jornada de recuperação de um jeito que faça sentido para nós.
Uma amizade de confiança, uma pessoa da família, terapeuta ou uma figura de autoridade — somos nós que escolhemos com quem queremos compartilhar. Contar a alguém pode ser uma forma de libertação, pode nos dar um espaço seguro para chorar, nos ajudar a nos sentirmos em menor isolamento, ou ser um passo para retomarmos o controle da nossa história. O mais importante é pensar no que nos traz conforto e no que pode nos ajudar a avançar no nosso processo de recuperação.
Escrever em um diário ou nas notas do celular (journaling) pode ser uma ferramenta poderosa para refletir sobre por que queremos compartilhar, com quem, e quais são nossas esperanças ou medos. Também pode nos ajudar a organizar os pensamentos, processar emoções e ganhar clareza. Tudo que você precisa é de papel e caneta, ou celular, notebook ou tablet.
Tudo o que você precisa para começar é de papel e caneta, ou de um celular, notebook ou tablet.
Releia o que escreveu. Com o tempo, revisitar nossos escritos pode nos ajudar a entender melhor nossos sentimentos e decidir se — e como — queremos compartilhar.
Não existe uma escolha certa ou errada sobre compartilhar a sua história. O mais importante é o que parecer seguro e adequado para você, neste momento.
Está tudo bem escolher não contar a ninguém—ou esperar até se sentir preparada(o).
Compartilhar pode ser parte do processo de recuperação, mas não é uma obrigação.
Você pode mudar de ideia a qualquer momento; as decisões sobre a sua história pertencem a você.
Confie na sua intuição—o seu conforto e a sua segurança vêm em primeiro lugar.